07 EBAN Congress & 2nd Award Ceremony

Notícias
 
Business Angels anseiam por
incentivos fiscais
EBAN propõe Semana Europeia
de Business Angels
Ingleses dominam Prémios EBAN
Formação dos business angels
é uma das melhores práticas

InovCapital tem 56 milhões disponíveis
para novos projectos

Relatório do Congresso

Europa aplaude melhores práticas e anuncia
grande potencial de business angels

Fechar o ano 2007 com vendas no valor de 1 milhão de euros é o objectivo de Joan Carles Martines, empreendedor que criou a empresa Inspecta SL, em Espanha, para a comercialização de programas informáticos de controlo de rolhas de garrafas de vinho. Depois de duas tentativas falhadas na busca de um investidor para o projecto, Martines encontrou em Pere Font a pessoa certa. “Queríamos alguém com experiência industrial, que percebesse o nosso conceito de negócio, o risco envolvido, e o tempo do mercado. E que tivesse capacidade financeira suficiente para nos apoiar”, explicou Joan Carles Matines no 7º Congresso da European Business Angels Network (EBAN). Ambos perceberam desde logo a empatia que os unia e o negócio ficou facilitado. “Fomos rápidos a chegar a acordo porque encontrei facilmente os elementos que eu gosto num investimento: pessoas e compromisso”, revelou Pere Font, investidor que em 2004 integrou uma rede de business angels da Catalunha, depois de ter trabalhado 25 anos como director financeiro numa empresa de componentes metálicos para a indústria automóvel. “Percebi que este era o projecto da vida deles, que deixaram para trás os seus empregos e aplicaram aqui muito tempo e dinheiro da família. E essa dedicação é fundamental para o sucesso do negócio”, constata Pere Font.

A Espanha tem avançado a passos largos no desenvolvimento de instrumentos financeiros de apoio a empresas emergentes. Roger Piqué, representante do CIDEM, órgão autónomo do Ministério do Emprego no Governo da Catalunha, revelou no 7º Congresso EBAN que a 31 de Dezembro de 2006, aquele organismo tinha já nos seus ficheiros 377 investidores a analisar 241 projectos. “Posso adiantar que estão 12 negócios fechados e 35 em curso. E algumas empresas estão já na segunda ronda de financiamento”, anunciou.



Informação e comunicação são a chave

Aumentar a velocidade de desenvolvimento da actividade de business angels foi decisão assumida pela França no ano passado, depois de ter percebido o elevado potencial que tinha no seu leque de investidores. “Mas como acelerar esse movimento?” foi a dúvida sentida pelos anjos franceses, segundo revelou Claude Rameau, da France Angels. A solução acabou por ser encontrada na organização de um grande evento de promoção da actividade, que foi repetido em cinco cidades. “Mobilizámos a imprensa e algumas televisões regionais. Atraímos perto de 9000 pessoas a estes encontros. A informação e a comunicação são a chave para esta promoção. Hoje temos 4000 business angels em França e queremos chegar aos 10000 em 2009”, anunciou Claude Rameau.



Potencial a Leste

“Apesar do bom momento que os business angels vivem actualmente na Alemanha, o seu potencial ainda não foi totalmente explorado”, revelou Ute Günther, da rede alemã de business angels. “Faltam condições fiscais, falta maior cooperação entre os business angels e os investidores de capital de risco e falta transparência no mercado”, diagnostica a representante do clube alemão. Para Ute Günther, as redes de business angels precisam de fundos públicos para desenvolver a sua actividade e para isso “ainda é necessário convencer as autoridades públicas a apoiar as redes de business angels”, constata.



Mais 2000% disponível

Se o investimento em start-ups na Europa tem vindo a subir, o investimento de capital-semente, por seu turno, sofreu um decréscimo de 34% em 2005, ano em que a Europa viu serem investidos 97 milhões de euros nesta fase de financiamento de empresas. “É claro que falta mais investimento em capital-semente. Estima-se que esteja disponível mais 300 a 2000% do que é investido”, revelou o italiano Luigi Amati, representante do Meta Group. Reconhecendo que a entrada de novos Estados-membros para União Europeia poderá proporcionar a criação de mais fundos de capital-semente, Luigi Amati considera também que os grandes capitalistas de risco têm negligenciado os fundos de capital-semente. “A cooperação entre os business angels e os fundos de capital-semente ocorre geralmente de forma informal, ocasional, e partindo de inciativas individuais e não de redes organizadas de business angels. Esta é uma indústria pouco madura”, interpreta o responsável italiano, para quem “uma joint venture entre business angels e fundos de capital-semente seria benéfica em termos operacionais, porque proporcionaria mais conhecimentos, mais liquidez e mais profissionalização”.

De resto, as consequências para a Europa do fraco desenvolvimento da actividade de business angels são muito claras para Uffe Bundgaard-Joergensen, o dinamarquês da Investor Net. “Se os business angels não conseguirem um papel mais activo na Europa, teremos os chineses e os indianos ricos a visitar-nos para nos ver a dançar nos nossos trajes tradicionais”.
     
Layout by Brandera © 2007
Portuguese English