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Formação dos business angels
é uma das melhores práticas

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Relatório do Congresso

Formação dos business angels
é uma das melhores práticas

“Temos de formar para arranjar constantemente novos business angels porque aqueles que não recebem formação acabam por ficar inactivos”. A convicção é de Sally Goodsell, CEO do Finance South East, do Reino Unido.

Só no ano 2006, esta instituição britânica conseguiu reunir investimentos na ordem dos 10 milhões de euros para negócios emergentes, do conceito à fase semente. “E grande parte do investimento vem do sector privado, onde se incluem os business angels”, garantiu Sally Goodsell, que assumiu o objectivo de conquistar 5000 novos investidores no sudeste do Reino Unido até ao ano 2011. Para isso, a estratégia está bem definida. “Temos de apostar em mais informação, educação, formação, seminários e workshops. É disso que os investidores precisam”, assegura a CEO do Finance South East.

É precisamente para dar resposta a estas necessidades que instituições como a Solvay Business School, na Bélgica, têm dedicado parte dos seus recursos. Jean-Claude Ettinger, representante desta escola, acredita que “a formação de business angels é uma boa prática e a melhor para desenvolver as redes”.

E como se poderão formar as competências de business angels? Jean-Claude Ettinger dá a resposta: “reunindo conhecimentos, know-how, melhores práticas, postura e redes para partilha de informações”.


De business angel para business angel

Foi para aumentar o número de business angels com formação apropriada que a Solvay Business School introduziu cursos com forte orientação para a prática. São cinco dias e quatro tardes em três meses, numa formação que inclui também dois seminários, análise de “case studies”, leituras interactivas, workshops, partilha de melhores práticas e acesso a manuais de referência. Não há um único académico entre os formadores. “São business angels experientes, consultores especializados, capitalistas de risco, advogados, caça talentos, experts em impostos ou em governance, enfim, todos os formadores têm algo de útil para transmitir”, refere o representante da escola. O próximo curso irá decorrer entre Setembro e Dezembro.

Os business angels activos foram igualmente os formadores escolhidos pela Go Beyond, instituição que nasceu em Malta, há dois anos, e que hoje expandiu as suas acções de formação até Londres, Paris, Zurique e Genebra. O curriculum dos formadores está dividido em oito módulos especializados, onde a escola procura combinar formação com experiência de investimento, explica Brigitte Baumann, CEO da Go Beyond. “As pessoas querem flexibilidade, aulas presenciais e muitas actividades práticas. Os empreendedores querem saber o que pensam os business angels e por isso eles são os nossos formadores, fomentando, assim, o diálogo entre empresas e business angels”.

A Go Beyond tem registado também uma elevada procura das aulas virtuais, que são especialmente do agrado dos trabalhadores. “Não podemos esquecer que estamos num mercado ainda embrionário, por isso fazemos questão de lembrar a todos que apesar da estrutura local ser importante, há questões que são globais e por isso devem ouvir o maior número de opiniões sobre elas. Não há dúvida que a formação funciona melhor quando combina aulas e experiências de investimento a sério”, conclui.

 

     
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